terça-feira, 7 de julho de 2015

Trabalhar a Inteligênia Emocional da Criança sem se dar por isso...

 

Podem também falar com as crianças sobre o que é que elas gostaram mais, o que é que correu melhor, em que momento se sentiram úteis, tristes, felizes, entusiasmadas, etc. Aproveitem também a leitura dos livros e leiam de forma criativa, ou seja, vão fazendo perguntas  sobre sentimentos para ajudarem ao nível da literacia emocional. Aproveitem as viagens de carro para repescarem uma história que eles gostem e continuem a explorar.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

«Pais à Obra» Atividades para as férias grandes!


Começaram as férias! Para além da praia, piscina, baloiços, filmes, etc., são necessárias  muitas ideias de atividades para manter as crianças ocupadas. Hoje deixamos algumas ideias que podem desenvolver com as crianças, em casa, e sem gastar muito dinheiro.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Explicar a morte às crianças

               
Não é uma tarefa fácil falar da morte aos mais novos, sobretudo a de alguém próximo, como a mãe ou o pai. Mas isso não é motivo para os excluir do desgosto, do choro e das explicações. Porque as crianças também precisam de fazer o luto, tal como os adultos.

O direito à tristeza, não enunciado diretamente nos Direitos Humanos, é o que mais se lembra num processo de luto. No trabalho de luto importa ensinar a contactar com a dor e a reorganizá-la. O sofrimento e a dor não se resumem à nossa capacidade para compreender totalmente, mas sim à nossa capacidade para sentir.

Se assim é, quantos mitos orientam a nossa ação, perante uma situação de perda?

Mito 1 – Eles nem se apercebem bem do que está a acontecer…
Seria tentador acreditar que podemos proteger os mais novos do sofrimento, acreditar que não percebem que alguém está mais triste ou que alguém está doente. Em qualquer idade existe a noção do desaparecimento de alguém querido, mas esta noção varia ao longo das diferentes etapas do desenvolvimento. Até aos 2 anos, a criança não tem capacidade cognitiva para entender o conceito de morte ou separação. Porém, pode procurar repetidamente a pessoa que morreu e apresentar medos e alterações comportamentais (no sono, na alimentação, etc.). Dos 2 aos 5 anos, existe um medo mais consciente de ser abandonada ou separada das figuras de vinculação principais, o que pode manifestar-se através de comportamentos agressivos e alterações emocionais (como isolamento, agressividade, etc.). Nesta etapa, a morte é vista como reversível. Só a partir dos 5 ou 6 anos é que a criança começa a compreender o significado da morte, embora não da mesma forma que o adulto. Vê-a como algo irreversível, permanente, mas não como universal a todos os seres humanos (aos pais, aos irmãos, ou a elas mesmas). Não há que esconder, fingir ou evitar.

Mito 2 – Velórios e enterros devem ser vedados às crianças
De modo algum! Se as crianças desejam participar em velórios e enterros, devem participar. Após serem informadas da morte, deverão ser questionadas se querem ou não assistir aos rituais de despedida, mas não sem antes lhes ser explicado o que vão presenciar. Se durante o ritual elas quiserem ausentar-se, isso deve ser-lhes permitido. As despedidas são muito importantes num processo de luto e, independentemente da idade, cada um de nós deve encontrar a sua forma de as fazer.

Mito 3 – Não fiques triste
Porque é que é importante sentirmo-nos bem em momentos felizes e não podemos sentir mágoa e tristeza nos momentos de perda? A criança apresenta uma emoção a quem acredita e confia, a quem pode ser o guardião do que sente e a emoção não poderá ser imediatamente desvalorizada “não fiques triste” e anestesiada com outros pensamentos (“vamos pensar no que vamos fazer no parque”). É uma frase doce, mas perigosa porque sem a tristeza a alegria também não existe.

Mito 4 – Sofre sozinho e não faças barulho
É comum, mas não “natural”, sofrer o luto de forma isolada ainda que esta seja uma tendência da maioria. Procurar aconchego será um gesto mais natural, na necessidade afetiva (como a criança que grita e chora procurando o adulto) e menos pensado. Os momentos a sós não são negativos, podem ser reparadores e organizadores, mas a forma como sofremos – em família, como adultos e como conjunto – modela o que é suposto fazer-se com o que se sente.
A melhor forma de ajudar uma criança durante o processo de luto é saber falar com ela sobre a perda e o ocorrido. É estar atentos às suas reações, às mudanças no seu comportamento, atendendo aos aspetos específicos da sua personalidade, e dar oportunidade de, caso queira, participar nos rituais de despedida e decisões a tomar no futuro próximo. É perceber que, independentemente das reações imediatas, é importante criar espaços para falar e exprimir emoções, passe o tempo que passar.

Mito 4 – Tens de ser forte
“Força, coragem…”. O adulto pensa que tem de ser forte pelo filho (por ex.: que pode ter perdido um progenitor) e o filho pensa que tem de ser forte pela mãe, porque também a vê ser forte. Talvez a verdadeira “força” esteja na demonstração das emoções, vivendo-as, esteja em saber fazer e comunicar o que é emocionalmente adequado ao momento. Esta traz os resultados “fortes” do adulto que ensina a criança a expressar-se. Tudo o que se quer é não ser forte, quando forte significa fazer de conta. E fazer de conta significa fechar a sete chaves o que se sente, bloqueando a tristeza ou a raiva em dores de cabeça, em birras ou em explicações racionais.

 Mito 5 – “O papá foi dormir e nunca mais vai acordar”, “Deus quis levar a mamã para junto d’Ele”; “O teu irmão foi-se embora e não vai voltar”
Estas expressões não têm nada de positivo. Dizer “o papá foi dormir e nunca mais vai acordar” gera uma relação morte-sono que poderá ser assustadora e trazer medos da noite, do escuro, de dormir, etc. Por sua vez, a frase “foi fazer uma viagem longa” (quem viaja regressa) pode gerar inseguranças em relação a viagens, deslocações e ausências. Dizer que “Deus levou a mãe para junto de si” também pode gerar confusões na criança e até mesmo revolta contra Deus. Afinal se Deus é bom porque faria isso? Dizer que um irmão ou familiar foi embora e não vai voltar também pode causar fortes sentimentos de abandono. Dizer que a “mãe é uma estrela que está no céu” e que vem visitá-la todas as noites faz com que, muitas vezes, principalmente no inverno, quando deixa de se ver estrelas, a criança se sinta abandonada e esquecida porque a estrela/mãe não a veio visitar. É importante não esquecer que, em determinadas idades, as crianças fazem uma interpretação literal da linguagem.  
 
Mito 6 – O tempo cura tudo…
Dividimo-nos entre a ideia de uma reconciliação imediata, porque a sociedade tem pressa, e a ideia de que tudo acontecerá a seu tempo. Se combinarmos a ideia de “que temos de nos manter ocupados” com a ideia de que o tempo cura tudo, fica a ideia de que quanto mais nos ocuparmos, mais tempo vai passando (mais rápido) e por isso, a dada altura, estaremos “melhor”, “já passou tanto tempo!”… mas o tempo dos rituais fúnebres, do regresso à rotina e aos deveres a cumprir não é o tempo da despedida nem da pacificação.

Mito 7 – Aproveitar todas as oportunidades para falar da morte: quando passamos ao lado de um cemitério ou quando um animal de estimação morre…
Devemos sim estar atentos ao que a criança verbaliza e como se comporta perante estas situações. Ela própria encontrará formas de nos mostrar se é ou não relevante falar sobre o assunto no momento. Estes estímulos e outros no dia a dia, como livros infantis, filmes, conversas com amiguinhos, que abordam o tema, são também óptimas oportunidades para criar condições para que, num ambiente tranquilo e confortável, adultos e crianças possam falar sobre a morte.

Parece que os mitos são formas de evitar este assunto. Constroem defesas e muralhas, necessárias para tolerar a imensidão do sofrimento. Mas há que abrir portas, para “não ter de se viver assim… e pronto, aceitar”.
A forma que cada família encontra, para se ajustar à dor, será sempre a sua melhor forma. A perda traz dor, é real e universal. O medo (que podemos ter) não chega para a evitar.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mais uma semana de férias?

De acordo com a informação divulgada pelo Ministério da Educação, no próximo ano letivo as escolas estão autorizadas a abrir entre os dias 15 e 21 de setembro. Isto significa, para os alunos dos estabelecimentos de ensino que escolherem o fim deste período, sete dias a mais de “férias grandes”.
Assim, analisando o calendário estabelecido pelo ministério, o 1º período começa entre os dias 15 e 21 de setembro e termina a 17 de dezembro de 2015. O 2º período vai de 4 de janeiro a 18 de março de 2016. E o 3º período de 4 de abril a 3 de junho (para o 9º, 11º e 12º anos), 9 junho (do 1º ao 8º ano e também 10º ano), 1 de julho (pré-escolar) e 12 de julho (4º e 6º anos).
Esta decisão de adiar o início do ano letivo, prende-se com a necessidade de equilibrar a duração dos três períodos letivos.

Pais preparem mais uma semana de atividades para os vossos meninos. 


quarta-feira, 17 de junho de 2015

3 dicas para trabalhar a auto-estima do seu filho


A auto-estima não é só gostar de si. A auto-estima envolve uma série de conceitos como a capacidade de dizer a sua verdade, de respeitar os outros e de se respeitar a si. A resiliência, a auto-disciplina e a auto-imagem são também outros conceitos importantes para a auto-estima.  

Dicas para trabalhar a auto-estima do seu filho, todos os dias: 

1. Brincar com ele
Brincar é estar num mundo bom e melhor e fazê-lo com os pais é incrivelmente especial para os miúdos. Acreditem que eles gostam mesmo dos pais [nascem com um chip do amor incondicional] e quando eles entram  no mundo deles, ficam ainda mais felizes. Porque é que isto importa? Porque são os pais que vão ao mundo deles e isto significa que dão valor àquilo que eles gostam, àquilo que eles são. Quando gostamos de alguém, estamos interessados no que a pessoa faz, naquilo que ela é e damos-lhe valor. Auto-estima é o valor que temos. É ou não é?

2. Ensinar-lhe coisas 
Ensinar coisas ao seu filho é das formas mais valiosas de lhes dizer, sem ser por palavras, que o ama. E parte da auto-estima constrói-se na forma como a criança se sente amada. E se no próximo fim-de-semana fosse à procura de folhas com ele e construíssem um herbário? Que tal a ideia?

3. Oferecer-lhe um caderno e uma caneta – inaugurem o “caderno da gratidão
A Auto-estima passa também por estarmos gratos com o que a vida nos dá. Um coração sossegado, que é feliz por si não escolhe por reação ou por confronto. Trabalhar a gratidão é por isso fundamental para que a criança [e futuro adulto] possa decidir da melhor forma.
Sempre que possível, e 3 vezes por semana, incentive o seu filho a escrever no caderno. Não vai ser sempre sempre sempre de forma escrita - lá pelo meio vai haver batotice, mas devem evitar :)
Falo do quê? De se escrever, 3 vezes por semana, 3 coisas pelas quais estamos gratos. Eu sei que gratidão é uma palavra complexa, então substituem-na por “o que mais gostaste/agradeces” . Quando são mais pequeninos pode escrever por eles, mas escrever o que eles lhe disserem: 
- do bolo de anos do amigo,
- da sobremesa que houve na cantina,
- de falar com o avô ao telefone.

E, aos poucos, vai criando o hábito de dar graças pelo que temos, no final do dia. Porque é que isto é maravilhoso?


1: Porque partilha o que de fantástico teve nesse(s) dia(s) - e ao partilhar está também a aumentar a sua felicidade e a deles, pelo prazer da partilha!
2: Está a sublinhar o que de facto tem valor para eles;
3: Foca-se no bom e deixa o menos bom de lado - sim, este é o objetivo - é a gratidão e por isso são apenas coisas boas. As más deixa-as para outro momento.
4: Adormece com fé e esperança no dia de amanhã e sinceramente não há sentimento mais forte de segurança que este.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Hoje é o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão


 
 
A 4 de Junho é assinalado o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão. Este dia foi instituído em 1982, pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima rememora as suas campanhas para relembrar as crianças vítimas de todos os tipos de agressão. A proteção das crianças cabe a todos, pois elas são sinónimo de continuidade, esperança e futuro.
O apelo é lançado a todos: na dúvida é sempre melhor denunciar. Todos nós podemos ajudar a prevenir o flagelo dos maus-tratos, e, ajudar a prevenir é agir antes que a situação de risco aconteça.

A Linha SOS Criança [116 111] nasceu nos anos 80 para tornar mais rápida a resposta das autoridades a estas situações, mas também surgiu como um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize. Pretende dar apoio à Criança em Portugal, principalmente à Criança em risco, maltratada e/ou abusada sexualmente, desaparecida, desintegrada na escola, com conflitos com os pais, que se sente rejeitada ou tem ideação suicida, procurando encontrar soluções para estas situações-problema.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Um dia muito feliz para todas as Crianças



Hoje não é o dia da Criança - o dia da Criança é todos os dias e a data serve para nos lembrar que é importante proteger a infância e o mais pequenos para que possam crescer em segurança -  homens e mulheres que fazem o bem e asseguram a transmissão dos valores mais fundamentais, assegurando a sobrevivência da espécie... de forma sã!

A verdade é que a melhor prenda que os pais podem oferecer hoje e todos os dias, aos filhos, é o seu tempo - ninguém vende tempo e este é talvez o fator mais importante de todos ... dar-se, a sério, aos seus filhos.

Aproveitem este dia da Criança para tomarem a decisão de estarem, todos os dias, com os vossos filhos, de forma séria e à séria... mesmo que seja a brincar. Mesmo que vivam longe! Utilizem o skype, escrevam-lhe uma carta, enviem-lhe uma foto.

Aproveitem este dia da Criança para refletirem que cada um de nós tem um papel fundamental e importante na educação dos seus filhos - quando todos assumimos esse papel de forma responsável conseguiremos provocar mudanças positivas. Que cada um de nós seja responsável pela sua família! 


Hoje e sempre é dia da Criança - não deixemos o futuro delas em mãos alheias porque as mãos são nossas.