quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo! Olá 2016!


Recebam juntos o Novo Ano. Organizem ideias e definam objetivos para 2016.
Para todos um FELIZ ANO DE 2016

Postal de natal


Para lembrar a todas as famílias que podem continuar a contar connosco e que queremos que todas tenham um Natal especial e um Novo Ano repleto de esperança, saúde e muita alegria, entregamos/enviamos um Postal de Boas Festas.


Com materiais reciclados construímos o Postal de 2015. 

Festa de Natal!





Na festa de Natal do Centro Social S. Martinho Soalhães juntaram-se os clientes das várias respostas sociais, bem como os pais das crianças de CAFAP. O grupo coral do Centro Social abriu a festa com músicas de Natal e com o apoio solidário do Sr. Jorge – animador musical da freguesia.
O Pai Natal marcou presença obrigatória e distribuiu os presentes preparados na Oficina de Natal a todos os meninos do CAFAP. Para continuarmos a conviver servimos um lanche especial de Natal para todos.   

Passeio de Natal 2015!




O passeio de Natal para as crianças do CAFAP e CATL da Instituição realizou-se no dia 18 de dezembro. De manhã decidimos ir explorar e perceber o que se passava pelo Castelo de Guimarães e pelo Paço dos Duques nesta época natalícia. Da parte de tarde as crianças riram, correram e saltaram sem parar no Kunga Play Park – um parque de diversões nos arredores de Guimarães. Regressaram ensonados, mas felizes e com muitas histórias para contar.  

A magia do Natal!


Este ano, através da nossa Campanha de Natal, ajudamos o PAI NATAL a chegar a casa de 73 crianças deste concelho. 
A Oficina de Natal trabalhou arduamente durante 2 semanas na limpeza e tratamento dos bens recolhidos. 

Queremos deixar um OBRIGADO a todas as pessoas que contribuíram para o sucesso desta campanha, em especial aos nossos Reis Magos das Escolas Básicas e Jardins de Infância da Freguesia de Soalhães (Eiró, Lardosa e S. Salvador)  e Jardim de Infância da Quinta do Casal da Freguesia do Marco. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Calendário do Advento



O calendário do advento, é uma tradição que junta as famílias e aumenta o seu vínculo. Contam-se os dias, desde o início do mês de dezembro até ao Natal, antigamente fazia-se com velas mas há muita gente que o faz com a atribuição diária de um doce às crianças (por exemplo um chocolatinho). 


Contudo, Aqui podem encontram um link  com muitas ideias fáceis para se fazer durante estes dias até ao Natal para que o advento seja mais do que um chocolate por dia. São actividades muito simples e fáceis de fazer mesmo nos dias mais atarefados, e que devolvem ao Natal o verdadeiro sentimento de família. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Como explicar os atentados às crianças?


Os especialistas em crianças têm demonstrado uma grande preocupação em ensinar os pais e educadores a lidarem com a informação dos atentados de Paris e do terrorismo em geral. De seguida apresentamos uma reportagem da RTP, do programa A Praça, no dia 18 de novembro, com a Psicóloga Magda Gomes Dias. 

Deveremos falar com os nossos filhos acerca dos atentados de Paris? A partir de que idade as crianças estarão prontas para escutarem falar sobre estes assuntos?
Uma criança de 3 anos já tem noção do que se passa à volta dela, do que os adultos falam e do que ouve, seja na TV ou na rádio.
 Não temos por isso nenhum interesse em não explicar o que aconteceu. Porquê? Porque é importante que a criança, sobretudo se houver algum tipo de ligação - há muitas famílias que têm familiares em França e que estão por isso ainda mais preocupadas - saiba o motivo da ansiedade dos pais ou da sua tristeza e consternação.
Quando a criança apreende a realidade através das palavras dos pais, então não irá ela, sozinha, construir a sua realidade, com base em fantasias ou sustentada no medo.

Mas eu não tenho nenhuma ligação a França e os meus filhos não vêem os noticiários.
Respondo-te com um comentário que uma mãe deixou hoje no
 Facebook.
"A minha não se apercebeu de nada no fim‑de‑semana e na 2a feira veio da escola a falar disso... Achei que não tinha de dizer nada e afinal... enganei-me!
 "

Pois é, eles percebem tudo, como disse acima...

E se eles não tocarem no assunto... Bom, convido-te a ler este artigo:
A filha mais velha do assessor de comunicação André Serpa Soares fez aquilo a que os psicólogos chamam evitamento. Naquela noite, saiu da cama dela, enfiou-se na cama dos pais e pediu-lhes que a deixassem dormir lá, de luz acesa. Não se pôs a fazer perguntas sobre os atentados. Não quis conversa. Quis apenas ficar ali, em silêncio. O pai abraçou-a toda a noite e foi-lhe dizendo: "não te preocupes”; “estamos em casa”; “estamos em segurança”, estamos juntos”; “isso não vai acontecer aqui”, “eu protejo-te sempre".


Se eles não falam, fala tu. Não é porque não falas que isso não vai acontecer. Antes fosse. Não é porque falas que vais estar a destruir a vida dos teus filhos.
Como 
sabem falámos sobre este assunto com a nossa filha cá em casa. Falamos no Sábado e novamente no Domingo. Falaram na escola na segunda. Ela tinha tudo arrumado na cabeça. Falamos, explicamos, respondemos às questões todas. Com respeito por ela e pela seriedade da situação. No final, ela pediu-me que me chegasse a ela e disse: preciso de um abraço, tenho um bocadinho de medo.
E eu dei o abraço, sorri e aceitei sem dizer nada.
Ela sossegou e dali a pouco estava a brincar com o irmão.
 
Gostava que fosse sempre fácil protegê-los como nos filmes. Mas a vida real é outra coisa.


Mas devemos explicar tudo? O que dizer? O que não dizer?

Devemos explicar qb, sem entrar nos detalhes mórbidos que ninguém precisa. De resto deveremos ser factuais e claros. Se a criança nos abordar, deveremos pegar logo nessa deixa e perguntar-lhe o que é que ela já sabe, o que ouviu e onde ouviu. E pode ser que ela saiba e diga ou espere que falemos. Seja nessa circunstância ou na circunstância em que nós vamos falar, deveremos sempre começar pelas perguntas:

Sabes o que aconteceu na passada sexta-feira, em Paris?

Na sexta-feira, em Paris - e podemos mostrar um mapa até, se quisermos - aconteceu uma coisa trágica. Alguns homens armados mataram outras pessoas que estavam a jantar e a divertirem-se.

Ponto.

E depois explicar o porquê, até porque é a pergunta que a criança vai colocar. E então vamos ao porquê.

Porquê, mãe?
Porque desde sempre existiram formas de pensar diferentes e tu sabes disso. Só que há pessoas que não suportam que outros pensem diferente deles - acham que toda a gente tem de pensar, gostar de tudo igual. E como não suportam essa ideia, então decidem matar os que eles acham que estão contra eles - e foi isso que aconteceu.

Depois devemos esperar pelas perguntas. Podemos ter questões como quem são essas pessoas - os terroristas - se nos vamos cruzar com elas, enfim… e deveremos responder a todas as questões sem medo.

Mãe, e isso vai acontecer aqui, no nosso país?
Bom filho, eu penso que não, é pouco provável. Sabemos que o mundo inteiro, e sobretudo a polícia, está a procurar ajudar a acabar com esta situação. 

Mãe, quem são essas pessoas?
São terroristas. É difícil saber quem são porque elas vestem-se iguais a nós.  Não sabemos quem são mas isso não nos impede de viver e fazer a nossa vida. 

É importante passarmos uma mensagem de esperança?
É fundamental que essa mensagem seja passada! É fundamental que se diga que muitas pessoas foram salvas por médicos, por polícias e por outras pessoas na rua. E é fundamental que se diga que todos devemos lembrar-nos de sermos tolerantes uns com os outros, e que a liberdade é algo precioso. Podemos explicar como era antes quando não havia tanta liberdade, falar dos valores fundamentais - é uma excelente oportunidade.
Voltar às rotinas, voltar à vida e fazer tudo por a viver.

E se a criança ficar com medo? E se ela ficar tensa, o que fazer?

Eu fiquei tensa, com medo. E penso que todos ficámos. É normal que ela se sinta assim. Então está na altura de lhe colocar questões. ‘Estás com medo que isso aconteça aqui? Bom, é pouco provável e tenho a certeza que todas as pessoas estão a fazer tudo para nos protegerem.’ Darem abraços, confirmarem que também ficaram com receio… e que por isso é importante falar sobre o assunto.

Ouvi no outro dia que se os pais mostram medo, a criança perde a confiança neles. Achei que era um disparate. Os pais sentem medo, naturalmente, Mas é justamente quando falam sobre este assunto que se sentem com forças, sobretudo quando falam aos filhos sobre ele porque depois de o fazerem sentem que terão, mais do que nunca, de continuarem a vida, valorizando o que de mais importante temos: a liberdade e a importância de sermos família, construindo dia-após-dia.

E se a criança quiser saber mais ou tiver visto imagens que não devesse ter visto ou ouvido coisas que não deveria ter ouvido?
Mais do que nunca, é necessário que se fale sobre este assunto - que expliquem o que viram, o que sentiram e que esses vídeos ou imagens são de tal forma chocantes que não querem que os voltem a ver porque não trará nada de benéfico para a situação.